17 de julho de 2026
por Hermes
A próxima revolução do autoatendimento
A nova fronteira de receita para o setor de autoatendimento Por ABAAST – Associação Brasileira de Autoatendimento, Serviços e Tecnologia O varejo vive uma transformação silenciosa, mas altamente lucrativa. Enquanto a comercialização de produtos continua sendo sua principal atividade, um novo modelo de negócios vem redefinindo a forma como empresas geram valor: o Retail Media. […]
A nova fronteira de receita para o setor de autoatendimento
Por ABAAST – Associação Brasileira de Autoatendimento, Serviços e Tecnologia
O varejo vive uma transformação silenciosa, mas altamente lucrativa. Enquanto a comercialização de produtos continua sendo sua principal atividade, um novo modelo de negócios vem redefinindo a forma como empresas geram valor: o Retail Media.
Mais do que vender produtos, empresas passam a monetizar seus próprios canais de comunicação, oferecendo espaços publicitários altamente segmentados para marcas e indústrias. O resultado é a criação de uma nova fonte de receita, baseada na atenção do consumidor exatamente no momento em que a decisão de compra acontece.
O poder da audiência no ponto de venda
Todo ambiente de compra reúne ativos de comunicação valiosos. Telas digitais, aplicativos, programas de fidelidade, e-commerce, totens de autoatendimento, etiquetas eletrônicas e plataformas inteligentes deixaram de ser apenas ferramentas operacionais para se tornarem canais estratégicos de mídia.
Nesse cenário, marcas podem promover produtos, campanhas e lançamentos diretamente ao consumidor durante sua jornada de compra, utilizando dados, contexto e alta relevância para aumentar conversão e fortalecer presença de mercado.
É esse ecossistema que define o conceito de Retail Media.
Oportunidades para o setor de autoatendimento
No segmento de autoatendimento, o potencial é ainda maior.
Vending Machines, Smart Markets, cafeterias autônomas e totens de autoatendimento concentram consumidores em um dos momentos mais valiosos da jornada: quando a intenção de compra já está estabelecida.
Imagine uma vending machine equipada com uma tela interativa de 22 polegadas. Antes da seleção do produto, o equipamento pode apresentar campanhas de grandes indústrias, divulgar lançamentos, destacar promoções ou fortalecer ações institucionais. Após poucos segundos, a interface retorna naturalmente ao processo de compra.
Enquanto o operador mantém sua receita com a venda dos produtos, a exposição publicitária cria uma segunda fonte de faturamento baseada na audiência do equipamento.
O mesmo princípio pode ser aplicado aos Smart Markets, por meio de campanhas nas telas de entrada, publicidade em aplicativos, ofertas patrocinadas, anúncios em geladeiras inteligentes e conteúdos personalizados próximos ao checkout.
Nos totens de autoatendimento, o impacto é igualmente relevante. Durante a realização do pedido, o consumidor pode visualizar produtos patrocinados, sugestões de compra, promoções ou campanhas desenvolvidas pela indústria, influenciando positivamente sua decisão exatamente no instante em que ela acontece.
Um mercado em plena expansão
O crescimento do Retail Media acompanha uma mudança fundamental no comportamento do consumidor.
Diferentemente da publicidade tradicional, que disputa atenção em ambientes digitais, o Retail Media alcança pessoas que já estão em processo ativo de compra. Isso reduz barreiras de conversão, aumenta a relevância das campanhas e potencializa o retorno sobre o investimento para anunciantes.
Não por acaso, esse modelo vem se consolidando como uma das áreas de maior crescimento no varejo global.
O papel da ABAAST
Como entidade que representa e impulsiona o ecossistema brasileiro de autoatendimento, a ABAAST acredita que o Retail Media será um dos principais vetores de inovação e geração de valor para o setor nos próximos anos.
Mais do que acompanhar essa evolução, a Associação busca fomentar conhecimento, promover boas práticas, conectar operadores, fabricantes, integradores, desenvolvedores e indústrias, além de incentivar a adoção de tecnologias que ampliem a rentabilidade dos negócios.
O futuro do autoatendimento não será definido apenas pela eficiência operacional, mas também pela capacidade de transformar cada ponto de contato com o consumidor em uma oportunidade inteligente de comunicação, relacionamento e geração de receita.