15 de setembro de 2026
por Hermes
O futuro do vending brasileiro também passa pelas conexões internacionais
Na ASEAN SHOP 2026, na Malásia, Hermes Pires amplia o diálogo entre a ABAAST e representantes do mercado australiano e asiático de autoatendimento. Em um mercado cada vez mais orientado por tecnologia, conveniência e disponibilidade, acompanhar tendências internacionais deixou de ser apenas uma oportunidade de atualização. Tornou-se parte da estratégia de quem deseja compreender os […]

Na ASEAN SHOP 2026, na Malásia, Hermes Pires amplia o diálogo entre a ABAAST e representantes do mercado australiano e asiático de autoatendimento.
Em um mercado cada vez mais orientado por tecnologia, conveniência e disponibilidade, acompanhar tendências internacionais deixou de ser apenas uma oportunidade de atualização. Tornou-se parte da estratégia de quem deseja compreender os próximos movimentos do varejo.
Foi com essa perspectiva que Hermes Pires, Diretor e Conselheiro Internacional da ABAAST — Associação Brasileira de Autoatendimento, Serviços e Tecnologia — participou da ASEAN SHOP 2026, realizada na Malásia.
O evento reuniu fabricantes, operadores, desenvolvedores de tecnologia e profissionais ligados aos mercados de vending machines, pagamentos digitais, autoatendimento e varejo inteligente. Mais do que apresentar equipamentos, encontros como esse revelam como diferentes países estão transformando tecnologia em modelos de negócio aplicáveis ao cotidiano.
Quando a inovação ultrapassa o equipamento
As empresas representam diferentes possibilidades dentro do ecossistema de autoatendimento. De um lado, soluções voltadas à interação digital e à evolução da experiência de compra. De outro, operações que mostram como as vending machines podem atender nichos específicos, criar novos canais de venda e levar produtos a locais nos quais o varejo tradicional nem sempre consegue operar com eficiência.


Em um ambiente mais informal, também houve um jantar com representantes da indústria de vending Bandeng, na Malásia.o encontro abriu espaço para a troca de experiências, o conhecimento de diferentes realidades operacionais e o fortalecimento de relacionamentos internacionais.
Durante sua participação, Hermes Pires encontrou profissionais do mercado internacional de vending, entre eles Christian Kazamias (ao meio), da VisualVend Interactions, e Massimo (à direita), da Chewy Chews e LL Vending, ambos da Austrália.

Essas conversas são importantes porque muitas oportunidades de cooperação começam longe dos estandes e das apresentações formais. Surgem quando profissionais de diferentes mercados compartilham desafios, analisam comportamentos de consumo e identificam pontos de convergência entre suas operações.
O Brasil como mercado estratégico
O Brasil reúne condições relevantes para avançar no autoatendimento: um amplo mercado consumidor, forte familiaridade com pagamentos digitais e uma demanda crescente por conveniência, agilidade e disponibilidade durante 24 horas.
Entretanto, importar uma tecnologia ou reproduzir um modelo estrangeiro não é suficiente. É necessário compreender como aquela solução pode ser adaptada às características do consumidor brasileiro, aos meios de pagamento utilizados no país, à logística de reposição e às necessidades de cada ambiente.
Uma vending machine instalada em uma indústria, por exemplo, atende a uma dinâmica diferente daquela presente em um condomínio, academia, hospital, universidade, hotel ou posto de combustível. O equipamento pode ser semelhante, mas o mix de produtos, a operação, a comunicação e a experiência de compra precisam acompanhar a realidade de cada público.
É justamente nesse ponto que o intercâmbio internacional ganha valor. Observar experiências desenvolvidas na Austrália e na Ásia permite identificar conceitos que podem ser adaptados ao Brasil — e também apresentar ao mercado externo a experiência acumulada pelo setor brasileiro.
Internacionalização com propósito
A atuação internacional da ABAAST não se limita à presença em eventos. Seu papel também envolve construir pontes entre empresas, compartilhar conhecimento e ampliar a visibilidade do mercado brasileiro de vending, autoatendimento, serviços e tecnologia.
Como fundador e ex-presidente da Associação, e atualmente Diretor e Conselheiro Internacional, Hermes Pires leva a esses encontros uma trajetória de mais de 31 anos no setor. Essa experiência contribui para que o diálogo internacional não fique restrito à novidade tecnológica, mas avance para temas como viabilidade operacional, desenvolvimento de negócios, parcerias estratégicas e adaptação de soluções.
Para fabricantes e investidores estrangeiros, o Brasil pode representar uma porta de entrada para oportunidades na América Latina e no Mercosul. Para empresas brasileiras, a aproximação com mercados internacionais amplia o acesso a tecnologias, práticas operacionais e modelos de negócio que já estão sendo testados em outros países.
Um setor construído por conexões
O futuro do autoatendimento não será definido apenas por máquinas mais modernas. Ele dependerá da capacidade de integrar equipamentos, pagamentos, dados, logística, experiência do consumidor e conhecimento de mercado.
Também dependerá das conexões construídas entre quem fabrica, desenvolve, opera e representa o setor.
A presença da ABAAST na ASEAN SHOP 2026 reforça esse movimento: aproximar o Brasil dos principais mercados globais, transformar conhecimento em oportunidades e contribuir para um ecossistema nacional mais preparado, inovador e competitivo.
No vending, assim como em outros setores de tecnologia, as máquinas podem realizar as transações. Mas são as relações humanas que abrem caminhos para os próximos negócios.

Faça parte desse movimento
Se a sua empresa atua nos mercados de vending machines, autoatendimento, tecnologia, serviços ou varejo inteligente, faça parte de uma rede comprometida com o desenvolvimento, a representação e a internacionalização do setor.
Associe-se à ABAAST e ajude a construir um mercado mais conectado, inovador e forte.